O conceito LPaaS – Linha de Produção como Serviço pode ser adaptado ao universo do IGAPE como um modelo inovador de gestão patrimonial, permitindo transformar ativos públicos subutilizados em fontes permanentes de receita, preservando a propriedade do Estado.Em vez da venda de fábricas, equipamentos ou infraestruturas públicas, o Estado passa a monetizar a capacidade instalada, atraindo operadores privados, investidores e indústrias que pagam pelo uso desses ativos.
Historicamente existem duas alternativas:
Ambas apresentam limitações. A venda elimina definitivamente um património estratégico.A manutenção gera apenas custos de segurança, manutenção, depreciação e perda de valor económico. O LPaaS introduz uma terceira alternativa: o Estado mantém a propriedade e transforma o ativo numa fonte recorrente de receitas.
O modelo aplica-se praticamente a qualquer ativo industrial ou produtivo.
Uma linha de enchimento de óleo. Uma linha de embalagem. Uma linha de moagem. Uma linha de conservas. Uma linha de refrigerantes. Mesmo que toda a fábrica não esteja operacional, apenas uma linha já pode produzir receitas.
Terrenos do Estado podem receber operadores privados mediante contratos de utilização produtiva.
O IGAPE identifica ativos subutilizados.
Realiza uma avaliação técnica.
-Determina:
O ativo é registado na Plataforma LPaaS.
Empresas nacionais e internacionais candidatam-se para utilizar a infraestrutura.
Assina-se um contrato de utilização. O Estado continua proprietário. O operador produz. O operador paga.
Pagamento mensal.
Percentagem da produção.
Pagamento por hora. Pagamento por turno. Pagamento por tonelada produzida.
O Estado pode ainda cobrar por:
O ativo permanece público. Mantém o controlo estratégico.
Receitas mensais. Receitas anuais. Receitas previsíveis.
Menor necessidade de:
Uma fábrica operacional vale significativamente mais do que uma fábrica encerrada.
O investidor entra sem necessidade de construir uma nova fábrica. Reduz-se drasticamente o investimento inicial.
Uma fábrica existente pode começar a produzir em meses, enquanto um projeto novo pode levar anos.
Mais operadores. Mais fornecedores. Mais transportadores. Mais empregos diretos. Mais empregos indiretos.
Maior produção. Maior capacidade exportadora. Entrada de divisas.
Mais empresas em funcionamento significam:
Ativos improdutivos passam novamente a integrar o circuito económico.
O modelo contribui para:
O modelo LPaaS pode ser aplicado a ativos como:
"O Estado não precisa vender os seus ativos para gerar valor. Pode transformá-los em plataformas de produção, atraindo operadores privados, preservando a propriedade pública e criando um fluxo contínuo de receitas, emprego e desenvolvimento económico."
A adoção do LPaaS pelo IGAPE posicionaria Angola como um dos primeiros países africanos a implementar um modelo estruturado de Industrial Assets as a Service, alinhado com práticas internacionais de gestão de ativos públicos e parcerias público-privadas. Em vez de privilegiar a alienação de património estratégico, o Estado maximiza o retorno económico dos seus ativos, preserva a soberania sobre infraestruturas essenciais, estimula o investimento privado e acelera a industrialização nacional. Este modelo representa uma evolução da gestão patrimonial pública: ativos deixam de ser custos e passam a constituir plataformas geradoras de riqueza, inovação e desenvolvimento sustentável.