Em Angola, grande parte do património público não está a produzir valor económico na proporção do seu potencial. Existem fábricas encerradas, armazéns vazios, edifícios sem uso definido, terrenos subaproveitados, infraestruturas com capacidade ociosa, licenças emitidas e nunca operacionalizadas, e projetos interrompidos que consomem recursos de manutenção, segurança e administração. Ao mesmo tempo, o Estado enfrenta pressão para melhorar serviços, investir em infraestrutura social e reduzir desperdícios. A solução nem sempre passa por privatizar ou vender património. Há um caminho mais sofisticado, que combina arquitetura financeira, governança, contratos bem desenhados e monitorização contínua de performance.